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Mostrando postagens de março, 2022

199 anos após a Batalha do Jenipapo, relatos de moradores de Campo Maior dão novos olhares para os heróis da guerra

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O Monumento aos Heróis do Jenipapo. Foto: Walton Carvalho A história da Batalha do Jenipapo, contada além dos livros de história, ganha novas nuances quando repassadas pela tradição oral dos moradores de Campo Maior. Na Rua Benjamin Constant, próximo à Praça Bona Prima, a parteira mais antiga da cidade, Iracema Santos – a Dona Ira, como é conhecida na região -, aos 97 anos, guarda na memória frágil pelo tempo poucos traços da história. Desde menina, ela ouve que o seu tataravô, João Cândido de Deus e Silva, participou da guerra. Na cidade, quem conhece detalhes da história afirma que ela é a descendente viva mais próxima de um combatente do Jenipapo.  Na sua casa, uma recepção cuidadosa prepara Dona Ira para falar com a reportagem de oestadodopiaui.com. Com quase 100 anos, a família evita que ela receba muitas visitas, preservando-a da Covid-19. Usando um vestido estampado, máscara facial e um semblante tímido, a conversa com a senhora é auxiliada pelo seu sobrinho, o ...

Braga Primo: Entre a locução e a fotografia

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Seguindo pela Rua Dr. Pedro Teixeira, aquela que passa em frente a Associação Atlética Banco do Brasil, atravessando a Siqueira Campos e a Capitão Manoel Oliveira, indo até o final do asfalto, logo após o antigo Grêmio Recreativo, você dá de cara com uma casa cravada de verde claro, onde há mais de 50 anos reside um ilustre campomaiorense. Trata-se do amigo Aureliano Braga Primo , esposo da professora Mundinha (em saudosa memória). Nascido em junho de 1936, prestes a completar 86 anos, filho da cidade de Campo Maior, pai oriundo da localidade Vila Nova e mãe natural da sede do município, Braga Primo perdeu os pais ainda muito cedo e foi criado por um tio, comerciante, que o ensinou desde cedo o valor do trabalho. Ainda molecote, de calção e sem camisa, ele ajudava no comércio do tio e pai de criação. Entrou no colégio mas fez apenas o básico. Naqueles tempos fornar-se parecia um sonho distante. Ao longo da sua vida, nosso personagem teve contato com, basicamente, três ativi...

Secretaria de Justiça utiliza presos para apagar pichações de organizações criminosas em Campo Maior

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Fotos: Thanandro Fabrício/Sejus  A Secretaria de Justiça do Piauí iniciou mais um projeto revolucionário no sistema prisional. Nesta quinta-feira (3), o órgão, em parceria com o 15º Batalhão de Polícia Militar, realizou a limpeza de logradouros públicos na cidade de Campo Maior que possuíam pichações alusivas a organizações criminosas. O serviço foi feito por detentos custodiados na unidade penal da cidade. A limpeza dos logradouros aconteceu com o uso da mão de obra carcerária oriunda da Penitenciária José de Arimateia Barbosa Leite e foi feita em vários bairros da cidade do Norte do Estado. "É uma ação simples, mas que tem uma significância enorme. As forças de segurança estão retirando essas pichações de facções criminosas.Tivemos um seminário sobre a ação desses grupos e, agora, estamos agindo de forma concreta para demonstrar que o Estado tem o poder e que a Lei é que determina as diretrizes no Estado do Piauí " , disse o Comandante do 15º Batalhão de Polícia...

Voluntários em Campo Maior promovem castração de animais de rua

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O trabalho visa ajudar cães e gatos em situação de abandono para que tenham a chance de ter uma lar. Públicado inicialmente em agosto de 2021 A situação de cães e gatos abandonados nas ruas de Campo Maior constitui um grande problema para a população, visto que o município, assim como a maioria, não possui políticas públicas que visem amenizar a questão. Pensando nisso, um grupo de voluntários se uniu com a intenção de ajudar esses animais e proporcionar a eles melhores condições de vida e bem-estar.  Os voluntários atuam basicamente através de perfis no Instagram.  "O @castrando_cm surgiu em julho de 2020. Um casal de amigos tinha o hábito de alimentar animais em situação de rua e um dia se depararam com 3 cadelinhas filhotes jogadas nas imediações . Nos mobilizamos, pois temíamos que tivessem o mesmo destino da mãe. Colocamos anúncio no rádio em busca de famílias que as adotassem e, como incentivo, nos disponibilizamos a arcar com os custos da castração. Para is...

Sua excelência, o Vaqueiro!

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Passeata do dia do vaqueiro em Campo Maior. Eu, como nordestino, sempre admirei muito o vaqueiro. Eu tinha um tio que cuidava de gado e eu tava sempre envolvido, de tal maneira, que uma vez eu e meu primo, que era filho dele, fomos desatolar uma vaca, e ela, em vez de agradecer, investiu foi contra a gente (risos).  Mas eu, desde pequeno, sempre valorizei o vaqueiro. O vaqueiro, pra mim, é um símbolo do Nordeste. Vaqueiro devia ser entendido, como um símbolo, tal qual é o gaúcho na no Rio Grande do Sul. Em cada cidade importante do Nordeste devia ter uma estátua em homenagem ao vaqueiro. Então eu fiz uma poesia: Eu quero falar agora de um homem de valor Que nos Festejos de Junho vem prestar o seu louvor Ao nosso santo padroeiro, que é nosso protetor  Eu me chamo Braga Primo, nasci nessa região Desde o tempo de menino, que meu ídolo nordestino, é o vaqueiro do sertão Ele é forte e destemido, cabra macho pra valer Em cima do seu cavalo,  segura o boi pelo rabo E...