199 anos após a Batalha do Jenipapo, relatos de moradores de Campo Maior dão novos olhares para os heróis da guerra
O Monumento aos Heróis do Jenipapo. Foto: Walton Carvalho A história da Batalha do Jenipapo, contada além dos livros de história, ganha novas nuances quando repassadas pela tradição oral dos moradores de Campo Maior. Na Rua Benjamin Constant, próximo à Praça Bona Prima, a parteira mais antiga da cidade, Iracema Santos – a Dona Ira, como é conhecida na região -, aos 97 anos, guarda na memória frágil pelo tempo poucos traços da história. Desde menina, ela ouve que o seu tataravô, João Cândido de Deus e Silva, participou da guerra. Na cidade, quem conhece detalhes da história afirma que ela é a descendente viva mais próxima de um combatente do Jenipapo. Na sua casa, uma recepção cuidadosa prepara Dona Ira para falar com a reportagem de oestadodopiaui.com. Com quase 100 anos, a família evita que ela receba muitas visitas, preservando-a da Covid-19. Usando um vestido estampado, máscara facial e um semblante tímido, a conversa com a senhora é auxiliada pelo seu sobrinho, o ...