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Mostrando postagens de julho, 2022

A dura vida no sertão - outros tempos, costumes e comportamentos

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  Quem reclama da sua vida hoje, não faz ideia da dureza do estilo de vida de outrora. Isso foi em meados dos anos 50, quando Cosminha, que hoje tem 74, quase 75, tinha apenas uns 5 anos. Mas ela lembra muito bem dos tempos em que era "besta pra achar graça" e só parava de gargalhar quando levava uns safanões de Dindinha, nossa vó Eugênia.  Dindinha tinha viajado do Alegre, onde morava com as crias nas terras de seu "Pelôim, para a casa de sua mãe, Maria Matias, no Poção, município de Campo Maior. Antes de sair ela chamou nossa tia Maria e deu as ordens de como tudo tinha que ser na sua ausência. A comida era contadinha, até os pedaços de rapadura que adoçavam o café eram contados para durar o tempo de sua ausência.  Tio Zé não entendia porque as coisas precisavam ser assim e, após o magro almoço de arroz com feijão sem mistura, pediu a Tia Maria um cafezinho para tirar o gosto.  "Não pode! A rapadura tem que durar até a mãe voltar. Se fizer café a...